Condução Eficiente

conducao eficiente

Reduz nos transportes
Para obter uma redução considerável no consumo total de energia no setor dos transportes, uma das medidas mais eficazes consiste em utilizar modos de transporte mais eficientes Ler Mais (comboio e autocarro para viagens urbanas e andar a pé, de bicicleta ou de transporte público na cidade).

Mas em situações em que se opte pela utilização do automóvel, também é possível obter grandes poupanças de energia e de emissões de poluentes. Com uma condução eficiente, para além da melhoria do conforto, um aumento de segurança e uma diminuição do tempo de viagem, conseguirás também uma redução do consumo de combustível e das respetivas emissões de poluentes, bem como menores custos de manutenção. (Uma condução eficiente permite alcançar ganhos de até 10% na redução do combustível e emissões de CO2).

Existem grandes diferenças entre os vários modos de transporte no que se refere à energia despendida por cada quilómetro efetuado e passageiro transportado. Assim, ainda que um autocarro tenha um consumo médio maior, tem uma capacidade muito maior que um automóvel. Este facto faz com que o autocarro seja muito mais eficiente que o automóvel, se o conseguirmos otimizar em termos de passageiros transportados. O mesmo acontece com outros modos alternativos, como o comboio e o metro, sendo a bicicleta o modo de transporte mais eficiente.

Especialmente em meio urbano (cidade), onde os transportes públicos são mais frequentes, pensa duas vezes antes de ires de carro. Lembra-te que para além de ser mais eficiente, na maior parte das vezes é mais rápido e barato!

Utilização do automóvel

Mais de 75% das deslocações urbanas realizam-se em veículos privados, apenas com um ocupante, sendo que o índice médio de ocupação é de 1,2 pessoas por veículo. Na cidade, 50% das viagens de carros percorrem menos de 3km. É aconselhável utilizar os transportes públicos ou, como alternativa, considerar a possibilidade de dividir automóvel com outras pessoas que realizem os mesmos percursos. Além de consumir menos combustível por pessoa, poder-se-á dividir os custos.

Sabias por exemplo que os portugueses fazem cerca de três vezes mais deslocações do que há 20 anos, e que este crescimento tem sido às custas da utilização do transporte individual?

Consumo

Nas últimas décadas o desenvolvimento tecnológico tem conseguido melhorar significativamente o consumo de combustível e as emissões de CO2 dos automóveis. Um automóvel há cerca de 20 anos atrás consumia em média cerca de mais 20% que um automóvel equivalente atualmente.

No contexto europeu, Portugal é dos países que vende mais automóveis económicos em termos médios.

Custos

Para calcular o custo total que representa a utilização de um automóvel, há que ter em conta não só os custos de operação (ou seja, combustível) mas todas as despesas envolvidas na vida útil de um automóvel, tais como:

  1. A amortização do custo de aquisição do veículo. Este custo depende do tipo de veículo e do número de anos que venha a ser utilizado. Só esta parcela é quase sempre superior ao custo do combustível utilizado;
  2. O custo do combustível;
  3. O imposto de circulação, seguro, estacionamento, manutenção e reparações.

Custos externos

Para além dos custos diretos, o uso do transporte motorizado gera outros custos chamados “externos”. Estes são os impactos negativos que não são normalmente contabilizados pelo que na realidade são suportados por todos nós de forma não direta, em consequência dos acidentes, engarrafamentos, poluição atmosférica e ruído.

O automóvel e a poluição

Emissões e Ruído

Nas cidades, o automóvel é a principal fonte de poluição e um dos maiores responsáveis pela emissão de gases que contribuem para o efeito de estufa. As emissões de poluentes dos automóveis variam dependendo do tipo de combustível.

O trânsito é uma das principais fontes de ruído nas nossas cidades, um problema agravado pelo crescimento do mercado automóvel. O ruído, além de desagradável provoca efeitos negativos na saúde. (20% da população da UE está exposta a níveis de ruído superiores a 65%, o limite estabelecido pela OMS.)

As 6 regras de ouro para uma condução mais eficiente

1- Arranca e anda!

Inicia a marcha assim que ligares o motor e evita tempos desnecessários ao ralenti. Os tempos de aquecimento do motor com o carro parado devem ser evitados pois, para além de não se estar a circular, há vários componentes do veículo (como o motor e o catalisador) que demoram mais tempo a aquecer se o carro estiver ao ralenti. Além disso, quando trabalham a baixas temperaturas a emissão de poluentes atmosféricos é ainda mais elevada.

2 - Conduz por antecipação

Quanto maior for o horizonte visual, maior será o teu tempo de reação (aproximação a um semáforo encarnado, congestionamento repentino numa faixa de rodagem,...). Uma condução por antecipação reduz o número de acelerações e travagens, melhorando os consumos médios, aumentando o conforto a bordo e contribuindo também para uma maior segurança rodoviária.

3 - Conduz suavemente e com velocidades moderadas

O consumo será tanto maior quanto maior for a velocidade de circulação e o tipo de acelerações efetuadas. Assim, deves conduzir suavemente sem acelerar e travar repentinamente, especialmente nos arranques e quando se circula a velocidades mais altas (p.e. em autoestrada, onde sempre que possível deves manter a velocidade constante). Por exemplo, se fizeres uma viagem de 100 km a uma velocidade de cruzeiro de 140 km/h vais chegar ao teu destino só 7 minutos mais cedo do que se tivesses feito essa mesma viagem a 120 km/h. Mas... o consumo é cerca de 40% superior!

4 - Aprende a utilizar bem a caixa de velocidades

Uma condução eficiente depende de uma boa gestão da caixa de velocidades, pois é nas baixas rotações que se consegue um maior aproveitamento do combustível injetado no motor, recorrendo às velocidades da caixa mais altas (velocidades da caixa, não velocidades de circulação!) Deves portanto conduzir a baixas rotações, utilizando sempre que possível mudanças mais altas. Como regra geral deves engatar uma nova mudança entre as 2000 e 2500 rpm nos motores a gasolina e entre as 1500 e 2000 rpm nos motores a gasóleo. Se por acaso o carro tiver mudanças automáticas, modera a pressão do pé no acelerador pois a transmissão encarregar-se-á de selecionar o modo mais eficiente e económico.

5 - Saber quando parar...

Em paragens prolongadas (por mais de 30-60 segundos) é aconselhável desligar o motor, pois um automóvel gasta aproximadamente 1 litro de combustível por hora ao ralenti. Assim, em paragens prolongadas compensa desligar o motor. Porém, não o faças no meio do trânsito ou em semáforos...

6 - Desacelera mais, trava menos

Ao retirar o pé do acelerador, mantendo sempre o veículo engatado, em descidas ou situações de travagem controlada é possível aproveitar mais eficientemente a energia utilizada, pois o carro automaticamente corta a injeção de combustível (se tiveres computador de bordo podes comprovar este facto no indicador de consumo instantâneo). Assim, deves tentar aproveitar estas situações para manter o movimento do carro, antecipando as paragens de modo a fazer desacelerações controladas com a caixa de velocidades (travar com o motor). Mas lembra-te, sempre com uma mudança engatada e o pé fora do pedal do acelerador!

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